A oposição ao governo Lula apresentou sete pedidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta quarta-feira (2), em um intervalo de 24 horas. As ações foram motivadas pela divulgação de mensagens do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, que mencionam as duas autoridades.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) protocolou o pedido de impeachment de Moraes e solicitou um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O documento cita conversas entre Vorcaro e o ministro, além de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Com as novas iniciativas, o Senado soma 55 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. O deputado Cabo Gilberto (PL-PB) também apresentou pedido de impeachment, afirmando que as relações expostas nos documentos tornaram a situação insustentável.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi alvo de pedidos de impeachment e de uma notícia-crime apresentados pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto. A acusação é de que Gonet teria recebido benefícios indiretos do Banco Master para comparecer a um evento em Londres.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) e outros deputados solicitaram ao presidente Lula a exoneração do procurador-geral. Paralelamente, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou denúncia por crime de responsabilidade contra Gonet.
Carlos Viana pediu ainda ao STF o afastamento de Gonet das investigações ligadas ao Banco Master e a prestação de esclarecimentos ao plenário da Corte.
A movimentação ocorreu após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de informações da Polícia Federal obtidas por meio do celular de Vorcaro, o que expôs contatos e conversas de autoridades.


