A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta quarta-feira (2), o arquivamento do depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro. No relato, Vorcaro afirmou ter sofrido supostas ameaças, mas o órgão entendeu que as declarações não apresentam informações probatórias suficientes para dar continuidade às investigações em curso.
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que a oitiva ocorreu na última quinta-feira (27). Segundo a Corte, o banqueiro solicitou ser ouvido com urgência por estar sofrendo graves intimações.
A PGR argumentou que, após exame dos termos do depoimento, constatou-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado. O órgão afirmou que não houve o mínimo elemento de verossimilhança nas assertivas formuladas por Vorcaro para justificar novas providências investigativas.
De acordo com a nota do gabinete de Mendonça, um representante do Ministério Público acompanhou a sessão. A Polícia Federal (PF), responsável pela investigação do banqueiro, não foi convocada para participar da oitiva.
A ausência de agentes policiais foi justificada como uma medida para garantir a incolumidade física e psicológica do depoente. O gabinete do ministro negou que a decisão tenha sido por conveniência, tratando-a como uma diretriz de proteção.


