A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) abriu uma sindicância para investigar um caso de suposta injúria racial cometida por um funcionário nesta segunda-feira (31). O servidor teria utilizado a expressão “turma da senzala” em um e-mail enviado a uma colega durante a troca de mensagens sobre a compra de materiais de laboratório.
A servidora que recebeu a mensagem registrou um boletim de ocorrência on-line na Polícia Civil. Um delegado será designado para conduzir as investigações sobre o episódio.
O conteúdo da mensagem circulou entre a comunidade acadêmica e chegou ao movimento negro UFPreta. A entidade cobra providências da instituição, o que resultou na abertura do processo administrativo interno.
A reitoria da universidade informou que acionou a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) e iniciou os procedimentos previstos na chamada Política Bem Viver, norma interna de prevenção e combate à violência.
Em nota publicada no portal oficial e em redes sociais, a UFPel declarou que não tolera práticas racistas e reafirmou o compromisso com a construção de um ambiente seguro e democrático.
A instituição disse que, devido ao caráter sigiloso dos procedimentos administrativos, não pode divulgar informações sobre as medidas específicas adotadas, mas que seguirá acompanhando o caso conforme a legislação vigente.


