O início do novo ano letivo na Espanha ocorre sob tensão e com convocações de greve organizadas por professores. O grupo protesta contra a falta de recursos no sistema educativo, que não acompanhou o crescimento das necessidades da rede após anos de cortes orçamentários.
A mobilização envolve os 806 mil docentes do país. O malestar da categoria é resultado de políticas de austeridade aplicadas pelos governos após a crise financeira de 2008, período que marcou o início de sucessivos cortes nas verbas destinadas à educação.
Segundo a apuração, a conflictividade que encerrou o ano escolar anterior persiste no retorno às salas de aula. O volume de recursos disponíveis não cresceu no mesmo ritmo que as demandas educacionais, gerando um cenário de instabilidade.
A situação do sistema educativo é descrita como limite. As convocações para greves e manifestações buscam pressionar por novos investimentos para reverter a defasagem orçamentária acumulada na última década.


