A adoção de hábitos simples e a manutenção da constância são os pilares para a construção de uma longevidade saudável, segundo a geriatra Polianna Souza. A médica afirma que a disciplina em escolhas básicas, como atividade física e sono, prevalece sobre o uso de suplementos e novas tecnologias de monitoramento.
O movimento do corpo aparece como prioridade na lista de cuidados. Atividades como subir escadas, dançar ou praticar esportes são alternativas viáveis que não exigem investimentos altos em academias ou profissionais. A regularidade nessas práticas é o fator determinante para a saúde a longo prazo.
Uma metanálise publicada no The Lancet Public Health indica que caminhar cerca de 7 mil passos por dia está associado a benefícios significativos para a saúde, quando comparado a quem realiza apenas 2 mil passos diários. A execução desse hábito, contudo, costuma competir com demandas de trabalho e cansaço.
Para a geriatra Polianna Souza, o plano de saúde ideal é aquele que continua funcionando mesmo diante de rotinas atribuladas. A médica defende que a escolha deve partir do que é possível encaixar no cotidiano, incluindo desligar telas mais cedo, realizar consultas médicas adiadas e manter encontros com amigos.
A especialista afirma que a maioria das pessoas não precisaria de suplementos se aplicasse o básico. Segundo Souza, exames e tecnologias devem ser concentrados no rastreamento e na detecção precoce de doenças, evitando que a busca por bem-estar se transforme em uma coleção de testes desnecessários que podem gerar ansiedade.
A sustentabilidade da rotina é considerada mais importante do que a perfeição. Desvios ocasionais, como jantares tardios ou dias sem exercício, não anulam a base de saúde construída ao longo de meses e anos. O foco deve estar no que é repetido na maioria dos dias.


