Um adolescente sírio de 17 anos teve o maxilar e o nariz fraturados após ser atacado por um grupo de cerca de 40 pessoas mascaradas e armadas com cassetetes no último sábado (29), nos arredores do estádio do Lyon, na França. O jovem foi alvo de insultos racistas e ameaças de morte.
O estudante do ensino médio voltava de uma partida de futsal quando foi cercado e agredido nas proximidades do Groupama Stadium, durante a realização do jogo entre Lyon e Le Havre. Devido aos ferimentos, o jovem recebeu 30 dias de afastamento médico e apresentou queixa às autoridades.
A apuração indica que outros episódios de violência ocorreram na região no mesmo dia. Meriem Bouchedda, vereadora de Rillieux-la-Pape, e seu companheiro denunciaram ter sido agredidos após a partida, recebendo 15 dias de afastamento médico.
As organizações SOS Racisme e Sportitude acionaram a Justiça francesa para que a motivação racista seja considerada nas investigações. As entidades afirmaram que a dimensão da origem das vítimas deve ser totalmente investigada e que o racismo não pode ser tratado como circunstância secundária.
As associações solicitaram a análise de imagens de câmeras de segurança e de conteúdos publicados em redes sociais para a identificação dos agressores. Kylian Abdelli, presidente da SOS Racisme Lyon, defendeu que as autoridades apurem possíveis ligações entre grupos de torcedores ultras e movimentos de extrema direita em Lyon.
As entidades informaram que já haviam se mobilizado por casos semelhantes registrados em 2023 e 2024. Agora, cobram a implementação de medidas preventivas mais rígidas para evitar novos ataques.


