Os contratos futuros de minério de ferro registraram alta nesta quinta-feira (3), impulsionados pela retomada da atividade de altos-fornos e sinais de alívio nas restrições ao fornecimento de carvão de coque na China. O movimento reflete a melhora na demanda das siderúrgicas e o crescimento das exportações de aço.
O contrato mais negociado com vencimento em janeiro na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com alta de 1,32%, cotado a 726,50 iuanes (US$ 108,15) por tonelada. Na Bolsa de Cingapura, a referência para outubro subiu 2,17%, atingindo US$ 99,40 por tonelada.
Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, afirmou que a correção recente nos futuros de carvão de coque em Dalian indica a redução de restrições na oferta doméstica. O cenário anterior era marcado por maior escrutínio e inspeções de segurança nas minas.
Segundo Widnell, o monitoramento térmico por satélite de 365 fornos de coque e 288 altos-fornos em todo o território chinês mostra que a utilização da capacidade vem crescendo de forma constante desde 25 de agosto.
Analistas da corretora GF Futures informaram, em nota, que as taxas de frete marítimo nas principais rotas para a China subiram nesta quarta-feira (2), conforme dados da Mysteel. O aumento desses custos tende a sustentar os preços do minério transportado por via marítima.
As exportações totais de aço da China somaram 2,55 milhões de toneladas na semana encerrada em 31 de agosto. O volume representa um aumento de 7,8% em relação à semana anterior e o nível mais alto em quase oito semanas. Na comparação anual, as exportações cresceram 23,9%, segundo a Mysteel.


