Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro (PL) oficializou em agosto sua candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama, de 44 anos, lidera a disputa pelas duas vagas da capital com 25% das intenções de voto, segundo levantamento da Quaest divulgado no dia 25 de agosto.
A candidata disputa seu primeiro cargo eletivo em uma chapa que tem o irmão, Diego Torres (PL), como primeiro suplente. A estratégia está alinhada à governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), formando a principal coalizão de centro-direita no Distrito Federal.
Os dados da pesquisa Quaest colocam Leila do Vôlei (PDT) em segundo lugar, com 17%, seguida por Erika Kokay (PT), com 12%, e Bia Kicis (PL), com 9%. O levantamento ouviu 1..104 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher em junho para focar na campanha. Antes disso, atuou como intérprete de Libras e presidiu o conselho do programa Pátria Voluntária durante a gestão de Jair Bolsonaro, com foco em acessibilidade e inclusão social.
A decisão de concorrer ocorreu após um conflito público com o senador Flávio Bolsonaro. Em junho, Michelle afirmou em vídeos que foi humilhada pelo senador, que teria dito que ela deveria ficar fora das decisões do partido. O atrito envolveu a defesa de André Fernandes (PL-CE) diante de críticas de Ciro Gomes (PSDB).
A reconciliação entre os dois foi selada em 23 de julho por meio de pedidos de desculpas mútuos em vídeo. A apuração indica que o texto da gravação de Michelle foi escrito pela governadora Celina Leão, a quem a candidata agradeceu pelo empenho na mediação do conflito.


