O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (3), a atuação do senador Rogério Marinho (PL-RN) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. A medida, aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2), visa garantir um dia extra de descanso sem redução salarial.
Lula utilizou a rede social X para afirmar que os brasileiros devem saber quem tenta impedir a medida. O presidente comparou a resistência atual às reações ocorridas na época da conquista das férias e do 13º salário, citando que a narrativa de que o país quebraria se repete desde o fim da escravidão.
Segundo governistas, Marinho e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articularam para evitar que a proposta fosse levada ao plenário do Senado na quarta-feira. A pauta é considerada essencial para a campanha de reeleição do presidente, que ocorre em outubro.
O governo tem pressionado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que o tema seja pautado. A relação entre Lula e Alcolumbre passou por um distanciamento de três meses após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi retomada em agosto após jantar mediado por ministros da Corte.
O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que negociará com Alcolumbre a realização de uma sessão extraordinária ainda este mês. Caso não seja possível, a PEC poderá ser incluída na segunda semana de esforço concentrado do Congresso, prevista para a segunda semana de outubro.
Randolfe Rodrigues afirmou que o texto será votado até o fim do próximo mês.


