A valorização da Bolsa de Valores brasileira nesta quarta-feira (2) acrescentou R$ 136,2 bilhões ao valor de mercado das empresas listadas na B3. Segundo a consultoria Elos Ayta, o montante consolidado das 302 companhias saltou de R$ 4,9 trilhões para R$ 5,1 trilhões em um único pregão.
O ganho diário foi superior ao valor de mercado total do Banco do Brasil, avaliado em R$ 127 bilhões na mesma data. O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 3,05%, atingindo 185.205,09 pontos. Esta é a maior valorização diária do índice desde 23 de março.
O movimento se concentrou nos setores bancário, de exploração, refino e distribuição, de energia elétrica e de minerais metálicos. Juntos, esses quatro segmentos somaram R$ 83,5 bilhões em valor de mercado. Os bancos lideraram a alta com R$ 33,8 bilhões, seguidos por exploração, refino e distribuição com R$ 19,5 bilhões, energia elétrica com R$ 15,7 bilhões e minerais metálicos com R$ 14,4 bilhões.
No nível individual, o Itaú Unibanco teve o maior ganho, com R$ 16,9 bilhões. Petrobras e Vale registraram acréscimos de R$ 15,9 bilhões e R$ 10,6 bilhões, respectivamente. As três companhias juntas acrescentaram R$ 43,5 bilhões ao valor de mercado no dia.
As 10 empresas com maiores ganhos somaram R$ 77,2 bilhões, valor próximo à avaliação da Rede D’Or, que era de R$ 80,9 bilhões. Já os 10 setores que mais avançaram, reunindo 81 empresas, somaram R$ 113,5 bilhões, superando a avaliação do Santander Brasil, fechada em R$ 111 bilhões.
A apuração indica que a alta foi puxada por grandes companhias e setores de maior peso no mercado acionário. A valorização também atingiu empresas de saúde, saneamento, seguros e serviços financeiros, ligadas à economia doméstica.


