O candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB-MG) declarou R$ 22,5 milhões em patrimônio à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (3). O montante supera os R$ 2,3 milhões apresentados em valor corrigido pelo IPCA no registro de sua candidatura a deputado federal em 2022, conforme dados do portal DivulgaCand.
A alta nos bens ocorreu devido ao recebimento de herança da mãe, falecida em 2023, no valor de cerca de R$ 20 milhões. O novo patrimônio inclui imóveis em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, avaliados em R$ 8,60 milhões, além de um imóvel rural de R$ 3,61 milhões e R$ 6,03 milhões em aplicações financeiras e investimentos.
As aplicações financeiras do político subiram de R$ 365,3 mil para R$ 498 mil na comparação com 2022. Já o valor de carros e motos passou de R$ 129,8 mil para R$ 542,3 mil. Imóveis em Belo Horizonte e um terreno rural não apresentaram variação significativa, mantendo-se em R$ 222 mil e R$ 87 mil, respectivamente.
Aécio registrou a candidatura na terça-feira na chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). Ele substitui Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB) na disputa. A substituição foi permitida por brecha na lei eleitoral, que autoriza a troca de candidatos que renunciam até 20 dias antes do pleito.
Em pesquisa da Quaest divulgada no final de julho, o candidato registrou 16% das intenções de voto, atrás apenas de Marília Campos (PT), que soma 18%. No entanto, liderou a rejeição: 52% dos entrevistados afirmaram que o conhecem, mas não votariam nele.
O ex-governador já teve denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Lava Jato por suposto recebimento de propina das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. O caso foi arquivado em 2022 por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).


