O candidato à Presidência Rui Costa Pimenta, do Partido Causa Operária (PCO), defendeu a implementação do voto impresso e auditável nas eleições brasileiras. Em declaração dada na terça-feira (1º), o político questionou a confiabilidade do sistema eletrônico, alegando que as urnas estariam sujeitas a falhas de segurança e interferências externas.
Pimenta defendeu a retomada do modelo tradicional de votação, com o uso de cédulas de papel depositadas em urnas. Segundo o candidato, o uso de aparelhos eletrônicos abre a possibilidade de manipulações por serem vulneráveis, justificando a necessidade do sistema físico.
Para embasar a crítica, ele afirmou que a maioria das nações do mundo rejeita a votação exclusivamente digital, citando a Europa. O presidenciável mencionou uma decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha de 3 de março de 2009, que considerou inconstitucional o uso de certos equipamentos eletrônicos nas eleições de 2005.
A Corte alemã determinou, na ocasião, que as etapas de votação e apuração devem ser verificáveis pelo cidadão sem a necessidade de conhecimentos técnicos especializados. Em contrapartida, dados do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral indicam que ao menos 34 países utilizam ou já utilizaram sistemas eletrônicos em processos oficiais.
Um levantamento da Futura Inteligência, divulgado nesta quinta-feira (3), aponta que Pimenta detém 0,3% das intenções de voto para o primeiro turno. O cenário é liderado por Lula, com 38,7%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33,6%, e Augusto Cury (Avante), com 9,9%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em mais de 670 cidades brasileiras entre 27 de agosto e 1º de setembro de 2026. O estudo possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02793/2026.


