O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (3) que não houve manipulação de dados no anúncio do zeramento da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O governo realizou evento no Palácio do Planalto para divulgar o resultado, embora 235 mil pedidos aguardem análise há mais de 45 dias.
Wolney Queiroz declarou a jornalistas que não houve mudança de critérios e que a autarquia está analisando e concedendo pedidos em volumes inéditos. O ministro classificou o contingente que espera além do prazo legal como um resíduo e informou que o tempo médio para a concessão de benefícios é de 34 dias.
Para atingir os índices, foram adotadas cinco medidas, divididas entre ações estruturadoras e emergenciais. Entre as permanentes, o ministro citou a realização de concurso público, o sistema Atestmed e a perícia conectada. Mutirões foram utilizados para lidar com momentos de maior pressão no fluxo de trabalho.
O secretário-executivo da Previdência, Felipe Cavalcante, explicou que a maioria dos processos com mais de 45 dias de espera passou por prazos de complementação de documentos. Segundo Cavalcante, o INSS abre 30 dias para que o cidadão envie a documentação faltante, o que impede que o tempo de espera seja atribuído apenas à análise da autarquia.
O secretário mencionou ainda a existência de processos mais complexos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência. Nesses casos, a decisão administrativa depende de avaliações médica e social, demandando uma força de trabalho específica para a solução.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros das pastas dos Direitos Humanos, Casa Civil, Gestão e Inovação, Desenvolvimento e Assistência Social, Comunicação Social e das Mulheres, além da presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira.


