O candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda afirmou, nesta quinta-feira (3), que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que rejeitou o registro de sua candidatura e o tornou inelegível.
O TRE-DF formou maioria com 4 votos a 0 para negar a candidatura do ex-governador pelo Partido Social Democrático (PSD). O relator do processo, desembargador eleitoral Guilherme Pupe, votou contra o registro baseando-se na Lei da Ficha Limpa. Acompanharam o voto os desembargadores André Puppin, Asiel Henrique de Sousa e Leonor Aguena.
O desembargador Néviton Guedes se declarou suspeito de participar do julgamento. Ele já havia atuado em processos da operação Caixa de Pandora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Durante a sessão, o Ministério Público Eleitoral defendeu a inelegibilidade de Arruda até 2030. O procurador Francisco Bastos informou que o político possui sete condenações por improbidade administrativa proferidas por órgãos colegiados. Seis dessas sentenças teriam sido publicadas há menos de oito anos.
Arruda declarou que respeita a decisão, mas que a luta não terminou e que manterá a campanha nas ruas. O político participou de uma carreata em Ceilândia, no DF, nesta quinta-feira, onde falou sobre planos para a região.


