A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) bloqueou o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas nesta quinta-feira (3). Agentes impediram que profissionais de imprensa se aproximassem das vidraças do Salão Branco para registrar imagens dos bastidores da Corte, após a repercussão de uma fotografia de ministros rindo.
A imagem, registrada na quarta-feira (2), mostra os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin em risadas na saída do plenário. O presidente do tribunal, Luiz Edson Fachin, aparece de costas na cena, capturada através da fresta de uma cortina. O momento ocorreu durante o escândalo envolvendo o Banco Master.
No dia seguinte ao flagrante, seguranças da Corte repreenderam as equipes de reportagem. Os agentes exigiram o afastamento imediato das câmeras e proibiram novos registros por meio das aberturas dos panos. A administração do STF recusou comentários sobre a restrição.
O episódio acontece enquanto relatórios da Polícia Federal (PF) expõem mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo indica que Moraes teria atuado como interlocutor para tentar paralisar investigações policiais.
Em resposta, Moraes iniciou uma ofensiva contra o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do Banco Master e do INSS no tribunal. Mendonça solicitou apurações contra o colega de Corte.
O presidente Fachin estipulou o prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal entreguem esclarecimentos sobre o relatório da corporação.


