A lobista Roberta Luchsinger utilizou o perfil do Instagram nesta sexta-feira (4) para criticar a forma como seu nome aparece em um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF). O documento integra as investigações sobre os casos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Luchsinger afirmou que a abordagem pública reproduz “padrões de misoginia”. Segundo a empresária, existe uma disparidade na classificação dos envolvidos, onde ela é apresentada como “lobista”, enquanto os homens citados no mesmo contexto são descritos como “empresários”.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações do relatório da PF. Para a lobista, essa diferenciação de termos pode retirar o foco das provas e dos fatos para transferi-lo para julgamentos sobre sua condição de mulher e sua vida pessoal.
Em publicação na rede social, ela escreveu que os demais homens citados possuem a prerrogativa de serem chamados de empresários. A empresária argumentou que o direito à informação não deve servir para submeter mulheres a um julgamento moral paralelo.
Luchsinger defendeu que a personalidade e a vida privada da mulher não podem ocupar o lugar das evidências técnicas nas investigações. O texto publicado nesta sexta-feira (4) questiona a manutenção de padrões históricos de submissão feminina no tratamento de notícias e relatórios oficiais.


