O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), não assinou o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O documento, protocolado na quinta-feira (3), solicita o processamento de denúncia por crime de responsabilidade contra o magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido conta com 46 assinaturas, sendo 33 senadores e 13 deputados federais. Entre os signatários estão Sergio Moro (PL-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Carlos Portinho (PL-RJ) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A lista também inclui dois parlamentares da base do governo, Flávio Arns (PSB-PR) e Chico Rodrigues (PSB-RR).
A ausência de Marinho é considerada relevante por ele comandar a oposição na Câmara Alta e coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que assinou o documento. A articulação para a coleta de assinaturas ocorreu por telefone, e a assessoria do senador recebeu a lista com os nomes dos parlamentares que já haviam aderido.
Na última terça-feira (1º), Marinho havia declarado que deveria ser feito um novo pedido de impeachment contra Moraes devido a revelações no caso Master. Na ocasião, o senador afirmou que o ministro teria desbordado a legislação e que a situação deveria ser apurada.
O parlamentar também anunciou a intenção de apresentar uma notícia-crime contra o ministro do STF e contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O recurso seria entregue ao vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, sob a justificativa de que o titular da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, teria conexões com Daniel Vorcaro.
A assessoria de Rogério Marinho informou que deve se manifestar sobre o tema nas próximas horas.


