O nome do ex-atacante Sergio Agüero aparece em documentos, áudios e conversas de uma investigação sobre narcotráfico internacional e lavagem de dinheiro na Argentina. O atleta não está imputado nem é investigado no processo, que apura a atuação de um grupo criminoso que tentou utilizar a marca KRÜ, fundada por ele, em negócios comerciais.
A apuração, conduzida pelo juiz Pablo Yadarola, resultou na prisão de Pablo Álvarez, líder da barra brava do Independiente. O grupo é acusado de traficar drogas sintéticas vindas da Espanha e cocaína proveniente da Bolívia. Outros investigados incluem Diego Francisco Anzalone, Bono Uziel De Carlucci e Raúl Omar Manzone.
Segundo a investigação, a organização utilizava empresas para misturar dinheiro do tráfico com receitas lícitas, como a venda de ingressos de futebol. Foi nesse contexto que surgiu o plano de criar a plataforma “KRÜ Tickets”, aproveitando a imagem do ex-jogador no setor de esportes eletrônicos.
Mensagens de 30 de janeiro de 2026, atribuídas a Anzalone, indicavam a intenção de fechar um acordo com Agüero. Em março, conversas mencionavam a criação de uma sociedade e uma viagem ao México para tratar do projeto. No dia 22 de abril, Anzalone afirmou em mensagem ter saído de uma reunião presencial com o atleta para acertar o negócio.
Investigadores localizaram, em junho, um arquivo com orientações para um vídeo promocional que seria gravado pelo ex-atacante. O material apreendido inclui ainda registros de conversas com o nome “Sergio Kun”, áudios sobre tecnologia e propostas de identidade visual para a plataforma de ingressos.


