O candidato ao Senado por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (4) que o estado perdeu espaço no jogo político nacional nos últimos anos. Em entrevista à imprensa local, Neves atribuiu a fragilidade da voz mineira em discussões federais à possível falta de experiência política do ex-governador Romeu Zema (Novo).
Aécio Neves citou a reforma tributária como exemplo de processo em que a participação de Minas Gerais foi distante e frágil. Questionado se o confronto entre Zema e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prejudicou o estado, o candidato evitou fazer um julgamento pessoal, mas classificou a situação como uma constatação de perda de influência.
O tucano relembrou o período em que governou Minas Gerais por oito anos enquanto Lula estava na Presidência. Segundo Neves, apesar das divergências conceituais e fiscais, especialmente sobre a gestão de gastos, ele manteve uma relação republicana com o petista para priorizar os interesses do Brasil e do estado.
Para o candidato, é essencial que governadores preservem a interlocução com o governo federal, independentemente de estarem em campos políticos opostos ou pertencerem a partidos distantes. Ele afirmou que essa postura é fundamental para quem administra a máquina pública.
Sobre a atuação de Zema, Aécio declarou que pode ter faltado ao ex-governador uma experiência política maior. Na visão do candidato, essa compreensão da força e da importância de Minas Gerais seria necessária para negociar os interesses mineiros em melhores condições.


