O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (4), em São Carlos (SP), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), erra ao barrar pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para proteger um amigo.
Flávio declarou a jornalistas que Alcolumbre ignora a oportunidade de resgatar a credibilidade do Senado e de devolver a Corte ao povo. Segundo o senador, o presidente da Casa estaria mais preocupado com a própria autoproteção do que com a defesa das instituições.
O parlamentar criticou ainda uma reunião ocorrida entre Alcolumbre e Moraes pouco antes de sessão no plenário. Flávio afirmou que a conversa teria servido para combinar ações ilegais contra ele com a participação do ministro Flávio Dino.
Sobre a situação do STF, Flávio Bolsonaro defendeu a abertura de processos de impeachment. Ele afirmou que a democracia está prejudicada porque o Senado não apreciou nenhum dos 54 pedidos de impeachment que tramitam na Mesa, especificamente os direcionados a Alexandre de Moraes.
A troca de acusações ocorre após Alcolumbre criticar, na quarta-feira (2), as pressões que tem recebido para autorizar a abertura de processos contra o magistrado. Durante sessão do Senado, o presidente da Casa mencionou que pediram R$ 130 milhões para uma mesma pessoa para a produção de um filme.
O valor citado refere-se a uma quantia negociada por Flávio com Daniel Vorcaro para financiar o longa-metragem Dark Horse, sobre a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Flávio Bolsonaro reiterou que sua relação com Vorcaro se limitou ao pedido de patrocínio para a obra.


