A perspectiva de que o ministro Alexandre de Moraes assuma a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano que vem, após o mandato de Edson Fachin, provoca apreensão nos bastidores da Corte. O receio concentra-se no impacto sobre a credibilidade da instituição diante de suspeitas não esclarecidas envolvendo o magistrado.
A instabilidade institucional foi intensificada por revelações de trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio gera dúvidas sobre o equilíbrio do tribunal caso o perfil do ministro, caracterizado por decisões monocráticas, passe a ditar o comando do órgão.
Outro fator de fragilização é o afastamento político do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura de omissão, sem criticar ou defender o magistrado, enquanto lideranças de oposição pediram o afastamento de Moraes.
A estratégia de Lula visa evitar que sua imagem seja associada ao escândalo, apesar de a relação entre ambos incluir agendas e reuniões reservadas no Palácio da Alvorada.
No meio jurídico, há temor de que a nomeação resulte em novas ondas de críticas e protestos populares pelo País. A preocupação não se refere a atos de vandalismo, mas ao desgaste da imagem das instituições provocado pelo aumento da rejeição popular.
A apuração indica que a imagem do ministro e do STF permanece maculada enquanto as investigações sobre o conteúdo das mensagens expostas não ocorrerem.


