O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta sexta-feira (4), que o Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma crise de credibilidade e se tornou um “balcão de negócios”. Em entrevista, o ex-governador de Minas Gerais elogiou a postura do ministro André Mendonça e criticou a conduta de Alexandre de Moraes.
As declarações ocorrem após Mendonça abrir o sigilo de investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso Master, que revelaram a troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Zema descreveu a situação como se Moraes prestasse consultoria ao que chamou de maior bandido da história financeira do Brasil.
O candidato prometeu que, se eleito, acabará com as decisões monocráticas no STF. Ele propôs que a escolha de ministros, que deverão ter mais de 60 anos, seja feita por meio de uma lista tríplice elaborada por lideranças dos Três Poderes, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras autoridades.
Zema defendeu a obrigatoriedade de funcionários públicos de alto escalão relatarem contratos próprios ou de familiares. O candidato citou o caso da esposa de Alexandre de Moraes como exemplo da necessidade de maior transparência na administração pública.
Sobre o caso Master, Zema criticou a ausência de manifestação do presidente Luiz Inácio Lula. Segundo o candidato do Novo, o presidente permaneceu em silêncio diante dos desdobramentos e do possível envolvimento de ministros da Corte.
Questionado sobre a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao Partido Novo, Zema disse que nunca conheceu nenhum dos dois. Ele afirmou que o recurso foi doado antes de surgirem suspeitas contra o banco e que o partido não aceitaria a quantia se soubesse da origem.
O ex-governador também comentou sobre a decisão judicial que obrigou o governo de Minas Gerais a publicar a lista de empresas beneficiadas por incentivos fiscais, incluindo a empresa de sua família. Zema declarou que respeita a decisão da Justiça.


