A Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) removeu do YouTube e do Instagram vídeos de pregações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A decisão, tomada na noite da última quarta-feira (2), ocorreu após a instituição identificar a propagação de cortes adulterados e fora de contexto do material oficial.
Segundo o presbítero Roberto Quirino, responsável pela comunicação da IPP, a limpeza foi necessária devido ao aumento de distorções nas falas do ministro. Ele afirmou que pessoas baixam o conteúdo sem autorização, removem o fundo da igreja e utilizam fundos neutros para associar as pregações ao cargo de ministro do STF, visando engajamento por meio de títulos sensacionalistas.
A igreja informou que a medida é temporária e a expectativa é que os vídeos retornem na próxima semana, com monitoramento do uso. Quirino declarou que não há relação entre o que Mendonça prega e seu trabalho na Corte, ressaltando que a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) veta falas abertamente políticas dentro do templo.
A movimentação ocorre enquanto o ministro enfrenta pressão política após retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal (PF) com mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta sexta-feira (4), Mendonça publicou um vídeo agradecendo mensagens de oração e carinho recebidas.
Líderes religiosos manifestaram apoio ao magistrado. O pastor titular da IPP, Arival Dias Casimiro, e o apóstolo Estevam Hernandes, da igreja Renascer em Cristo, endossaram a conduta do ministro. O pastor Silas Malafaia também defendeu a ética de Mendonça ao suspender o sigilo dos relatórios e encaminhar o material ao ministro Edson Fachin, criticando a solicitação de investigação por abuso de autoridade feita por Moraes.


