A discussão pública entre Luana Piovani e Pedro Scooby sobre a infestação de piolhos na filha de 10 anos, que retornou de férias no Brasil para Portugal, trouxe a debate as formas de contágio e tratamento do parasita, que ataca crianças e adultos independentemente do nível de higiene.
O piolho é um inseto parasita sem asas que se alimenta de sangue e prefere ambientes quentes e úmidos. As espécies que mais afetam humanos são o piolho da cabeça e o chato, ou piolho pubiano, além do piolho do corpo. Os insetos medem até 0,5 milímetro e variam do bege ao castanho escuro.
A coceira intensa na nuca e atrás das orelhas é o sintoma principal, causada por uma reação alérgica à saliva do inseto durante a picada. Esse quadro pode provocar manchas vermelhas e, em casos graves, levar ao surgimento de ínguas, infecções e anemia devido às lesões na pele.
Diferente da crença comum, o parasita não pula nem voa. A transferência ocorre por meio de objetos compartilhados, como bonés, presilhas, escovas e pentes. Após a instalação, a fêmea deposita de sete a 10 ovos por dia, que eclodem em um período de cinco a 10 dias.
Sem tratamento, uma nova geração de piolhos surge a cada três semanas. A remoção mecânica com pente fino é considerada eficaz, mas o uso de shampoos e cremes específicos requer orientação médica para evitar riscos de alergias e lesões, especialmente em crianças.
O controle da infestação leva, em média, 15 dias. Como medida preventiva, recomenda-se evitar o compartilhamento de itens pessoais, monitorar o couro cabeludo em casos de coceira e comunicar instituições de ensino quando um caso for identificado.


