A vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo, do União Brasil, defendeu a aplicação de dosimetria nas penas dos presos do 8 de janeiro e afirmou que a tentativa de golpe em 2023 existiu. Coordenadora da campanha presidencial de Renan Santos, do Missão, a parlamentar criticou decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vettorazzo questionou a decisão do ministro Dias Toffoli que impôs restrições à campanha digital de Renan Santos. Segundo a vereadora, a medida pode ter relação com críticas feitas pelo partido Missão ao magistrado no caso Banco Master. Ela informou que a campanha registrou as redes sociais de boa-fé e que houve falhas sistêmicas na plataforma do TSE.
A parlamentar relatou que a candidatura dispõe de poucos recursos, com R$ 3 milhões divididos entre os candidatos, resultando em cerca de R$ 5 mil para cada deputado estadual. A medida do TSE teria impactado o alcance do candidato, que registrava entre 10 milhões e 15 milhões de visualizações diárias.
Sobre os eventos de 8 de janeiro, Vettorazzo descartou a anistia total e defendeu que todos os envolvidos paguem por seus atos, mas com a adequação da pena conforme a participação de cada um. Ela afirmou que a intenção de golpe é um crime grave contra a democracia e a República, justificando a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro.
A vereadora argumentou que quem destruiu móveis e cadeiras deve ser punido, enquanto aqueles que estavam no local sem intenção de vandalismo deveriam ter a situação avaliada. Ela citou a necessidade de perícias em aparelhos celulares para comprovar as convocações para o golpe.
Em relação ao funcionamento do Judiciário, Vettorazzo defendeu que ministros como Toffoli e Alexandre de Moraes não deveriam tomar decisões monocráticas. Para ela, as pautas devem ser levadas ao colegiado para garantir uma democracia equilibrada.


