O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) declarou ter passado por um processo de amadurecimento político e agora disputa uma vaga no Senado. O parlamentar afirma que a Casa é a única solução para corrigir abusos de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e devolver o equilíbrio democrático ao país.
Gayer, de 45 anos, foi o segundo candidato mais votado em Goiás nas eleições de 2022, com mais de 200 mil votos. Ele admite que a imagem de combatividade construída nas redes sociais se tornou, em certa medida, uma caricatura, e que agora busca um diálogo ampliado, inclusive com adversários ideológicos.
O deputado justifica a escolha pelo Senado em vez da reeleição para a Câmara dos Deputados alegando que os problemas centrais do Brasil, como a perseguição a jornalistas e o uso de inquéritos para destruir reputações, só podem ser resolvidos na Casa maior. Segundo ele, o Senado deve garantir a execução do plano de governo do próximo presidente, Flávio Bolsonaro.
Sobre a dinâmica partidária em Goiás, Gayer explicou a mudança em acordos anteriores com a base do governador Daniel Vilela. A intenção inicial era evitar conflitos internos para fortalecer a direita no segundo turno, mas o cenário mudou após a confirmação de Wilder Morais como candidato do PL ao Palácio das Esmeraldas.
O parlamentar criticou a gestão atual, citando dados de colapso econômico com 44,8% dos adultos inadimplentes e um terço das empresas endividadas. Para ele, a permanência do governo Lula por mais um ano poderia levar o país a um ponto sem retorno.
Questionado sobre a dificuldade da direita em aprovar pautas mesmo com maioria no Congresso, Gayer afirmou que houve decepção com parlamentares de partidos de centro e direita. Segundo o deputado, votos em projetos foram negociados em troca de emendas parlamentares que variam entre R$ 5 milhões e R$ 15 milhões.


