As usinas térmicas do Brasil podem ser acionadas já neste mês de setembro para mitigar os impactos do Super El Niño, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A previsão foi apresentada ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e considera a transição entre os períodos seco e úmido.
No cenário menos favorável, o ONS prevê o despacho da totalidade dos recursos termelétricos e a utilização da reserva de potência operativa. Essa medida seria necessária devido ao aumento da demanda de carga somado a condições hidroenergéticas adversas, especialmente nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste.
As projeções para as afluências no Sistema Interligado Nacional (SIN) entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027 variam entre 111% e 80% da média histórica. O intervalo reflete a diferença entre a previsão mais otimista e a menos favorável.
Para o final de fevereiro de 2027, a Energia Armazenada (EAR) no Sudeste e Centro-Oeste pode ficar 13,7 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2026, caso a hipótese pessimista se confirme. No cenário otimista, o valor seria 13,2 ponto percentual superior.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, informou que o órgão acompanha as condições do sistema e a evolução do fenômeno El Niño para recomendar as medidas operativas adequadas ao Comitê de Monitoramento mensalmente.
As previsões indicam chuvas acima da média nas bacias da região Sul e volumes próximos à média histórica no Sudeste e Centro-Oeste em setembro. No Norte, as projeções de vazão são moderadas, enquanto o Nordeste deve iniciar o período úmido dentro da normalidade.


