Academias de modelo premium no Rio de Janeiro estão migrando do foco exclusivo em estética para o conceito de centros de wellness. Os espaços agora integram atividades físicas a serviços de saúde, recuperação muscular e áreas de trabalho, visando a longevidade e a conveniência de resolver múltiplas tarefas em um único local.
A Fábrica Premium, inaugurada no fim de agosto no Rio Design Barra, opera com modelo semiparticular, onde um professor atende até três alunos. A unidade oferece aulas de ioga, pilates, funcional e alongamento, além de salas para fisioterapia, nutrição e endocrinologia. O espaço conta ainda com área de coworking e banheiras de água gelada.
Segundo Pedro Moreira, sócio da Fábrica Premium, o foco do mercado mudou do bodybuilding para a longevidade e o bem-estar. A unidade limita sua base a 500 alunos e tem planos mensais de R$ 2.100. Entre 65% e 70% do público é composto por mulheres acima dos 35 anos.
A tendência reflete um movimento global. De acordo com o Global Wellness Institute, a economia do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024. No Rio Design Barra, a administração liberou 600 metros quadrados para a instalação de academias desse tipo para reter clientes por mais tempo no shopping, afirmou o superintendente Henrique Baez.
Outras redes adotam abordagens distintas. A The Simple Gym, no VillageMall, foca na conexão com a Geração Z e no senso de comunidade, com mensalidades a partir de R$ 497 no plano semestral. A rede promove eventos e grupos de corrida para integrar os alunos.
Já a Silva Gym, com unidades na Olegário Maciel e no Blue Square, utiliza matrículas controladas e treinos agendados. A academia XN, no CasaShopping, trabalha com atendimento exclusivo de um professor para cada aluno, com planos que variam entre R$ 700 e R$ 2.200, dependendo da frequência semanal.


