O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça e assumiu a condução dos próximos passos de uma disputa entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, desencadeada por mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O conflito se intensificou após a divulgação de documentos e mensagens do fundador do Banco Master, que expuseram a relação de Vorcaro com Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a nulidade de atos praticados por Mendonça, enquanto Moraes solicitou a abertura de investigação contra o colega no Inquérito das Fake News.
Fachin determinou prazo de cinco dias úteis para que Mendonça, Moraes, a PGR e a Polícia Federal apresentem informações sobre as alegações. O cenário ocorre enquanto Moraes, indicado por Michel Temer e atual vice-presidente da Corte, mantém proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Mendonça possui respaldo de aliados de Jair Bolsonaro.
A composição atual do plenário conta com 10 ministros em atividade, indicados por cinco presidentes diferentes. Lula é o responsável por quatro nomes: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. No total, o petista já indicou 11 nomes para a Corte, incluindo Jorge Messias, que foi o único rejeitado pelo Senado desde a redemocratização.
Uma vaga permanece aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo aos 67 anos. Lula cogita indicar o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para preencher o posto antes do fim do mandato.
A saída dos magistrados ocorre por aposentadoria voluntária ou compulsória aos 75 anos, conforme a Constituição. Luiz Fux, de 73 anos, é quem mais se aproxima do limite, com saída prevista para 2028. No extremo oposto, Cristiano Zanin, de 50 anos, possui o mandato mais longo, permanecendo no tribunal até 2050.


