O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento de três minutos e 34 segundos na cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (6). Na véspera do Dia da Independência, o mandatário defendeu a soberania nacional, tema central de sua campanha à reeleição, e criticou a influência de potências estrangeiras sobre o Brasil.
Lula declarou que o país não pode baixar a cabeça diante de nações que desejam que o Brasil volte a ser colônia. Sem mencionar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente brasileiro afirmou que nenhum governante estrangeiro tem o direito de determinar com quem o Brasil realiza trocas comerciais.
O discurso ocorreu em meio a atritos com a gestão de Trump e serve como contraponto ao candidato Flávio Bolsonaro, que mantém proximidade com o governo norte-americano. O presidente também citou que os recursos naturais e as terras-raras do país devem ser utilizados para a produção de riqueza e servir ao povo brasileiro.
A veiculação do pronunciamento foi autorizada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, com parecer favorável da Advocacia-Geral da União (AGU). Havia incerteza sobre a permissão devido ao ano eleitoral.
Sobre o desfile cívico-militar de amanhã, a organização definiu três eixos temáticos: soberania nacional, combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027. A saúde também será representada pelo personagem Zé Gotinha. Para evitar questionamentos do TSE, o evento deve ser mais moderado do que em anos anteriores.
O custo público do desfile teve alta de 33%, saltando de R$ 4,31 milhões em 2025 para R$ 5,74 milhões em 2026. Este foi o terceiro pronunciamento de Lula no ano; os anteriores foram em celebração ao Dia da Mulher e ao Dia do Trabalhador.


