A montadora britânica Jaguar Land Rover (JLR) anunciou, nesta segunda-feira (7), um plano de demissão voluntária que deve eliminar quase 4.000 postos de trabalho nos próximos dois anos. O corte representa aproximadamente 10% do quadro global de funcionários da empresa de automóveis de luxo.
A decisão ocorre após meses de instabilidade causados por um ataque cibernético contra o grupo e a aplicação de tarifas setoriais impostas pelo presidente americano Donald Trump. A companhia busca estabilizar as finanças após um desempenho negativo no exercício 2025/2026.
O CEO da JLR, PB Balaji, afirmou em comunicado que a indústria automotiva enfrenta desafios significativos. Segundo o executivo, o setor lida com mudanças tecnológicas, concorrência intensa e constante incerteza geopolítica.
A meta da empresa é economizar 1,7 bilhão de libras esterlinas (2,3 bilhões de dólares) no período de dois anos. Atualmente, a maior parte da força de trabalho da montadora, totalizando quase 34.000 pessoas, está concentrada no Reino Unido.
Os números financeiros recentes justificam a medida. A JLR registrou perdas líquidas de 244 milhões de libras no último exercício, revertendo um lucro de 1,8 bilhão de libras obtido no ano anterior.


