Um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia, em Barcelona, na Espanha, revela que o tabagismo está associado ao aumento da solidão. A pesquisa, conduzida por Keir Philip, professor do Instituto Nacional do Coração e do Pulmão do Imperial College London, analisou dados de mais de 50 mil pessoas de 15 países.
O levantamento utilizou dados da Pesquisa sobre Saúde e Envelhecimento na Europa para medir a frequência com que os participantes se sentiam excluídos ou isolados. No início da coleta, a idade média dos entrevistados era de 67 anos e 22% eram fumantes.
Os resultados indicam que fumantes eram mais solitários no início da pesquisa e apresentaram aumentos maiores nos níveis de solidão após dois anos. A relação persistiu mesmo após a análise de fatores como sexo, idade e o grau de solidão inicial dos participantes.
Philip afirmou que o tabagismo prejudica a saúde psicossocial, além dos efeitos físicos. Ele explicou que a consistência dos dados em diferentes países amplia descobertas de estudos anteriores realizados na Inglaterra.
Uma das explicações apontadas pelo professor é que doenças causadas pelo cigarro limitam a mobilidade, dificultando a participação em atividades sociais. O especialista também citou as normas sociais, como a proibição de fumar em locais públicos e em casas, o que pode restringir as oportunidades de interação para quem mantém o hábito.


