O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, defendeu a prisão e o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, em ato realizado nesta segunda-feira (7) no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.
Durante o evento, Santos leu o “Manifesto pelo Futuro da Nação”. O documento exige a saída imediata dos ministros e do diretor da PF, além da demissão de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República (PGR). O texto defende que o ministro André Mendonça continue conduzindo as investigações do caso Master.
O candidato criticou a liderança de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, chamando-os de “ladrões” e “bandidos”. Santos acusou os adversários de envolvimento nos escândalos do Master, do INSS e nas irregularidades envolvendo emendas parlamentares.
Na última quarta-feira (2), Santos protocolou no Senado Federal pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli. A justificativa apresentada foi o possível envolvimento dos magistrados no caso Master.
A movimentação ocorre após a suspensão da campanha digital de Santos, determinada por Toffoli na semana passada. O ministro alegou que o partido não informou os perfis de propaganda nas redes sociais. A divulgação na internet foi liberada posteriormente, após decisão de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Santos também criticou o eleitorado, afirmando que pessoas mais velhas estão “viciadas no erro”. Ele comparou a terceira posição de Augusto Cury nas pesquisas à busca por um “rivotril”. Em debate realizado no dia 24 de agosto, Cury disse estar assombrado pela agressividade de Santos.


