A Polícia Militar de São Paulo dispersou, na manhã desta segunda-feira (7), um grupo de manifestantes de esquerda que chegou em caravanas à Avenida Paulista. O efetivo utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para bloquear o acesso pela Rua Plínio Figueiredo enquanto o grupo tentava entrar na via.
A apuração indica que o grupo mirava o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que era criticado em cartazes. Pelo menos 12 ônibus de viagem foram estacionados nas proximidades do local, onde pessoas eram vistas com fardos de água e lanches.
Paralelamente, o diretório paulista do Partido Liberal (PL) iniciou, às 15h, uma manifestação na mesma avenida com a expectativa de reunir 100 mil pessoas. O evento tem como pautas a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Estão previstos discursos do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O pastor Silas Malafaia também participa da programação.
Michelle Bolsonaro não compareceu ao evento. A ex-primeira dama permaneceu em Brasília para acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, após o ministro Alexandre de Moraes não responder a tempo o pedido da defesa para a substituição de familiares nos cuidados.
O ato recebeu novo impulso após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo de investigações sobre o Banco Master. A decisão revelou conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro.


