Candidatos à Presidência da República realizaram atos com apoiadores nesta segunda-feira (7) em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília durante as comemorações do 7 de Setembro. A menos de um mês do primeiro turno, os postulantes utilizaram os palanques para reforçar discursos eleitorais, com foco em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e na soberania nacional.
Na Avenida Paulista, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) se reuniram com militantes. Zema defendeu que a indicação de ministros para o STF ocorra via lista tríplice elaborada pela OAB, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal. A equipe do candidato expôs um cartaz com a frase “Chega de Intocáveis” e a imagem de ministros da Corte.
Também na capital paulista, Renan Santos (Missão) participou de ato no Obelisco do Ibirapuera. O candidato pediu a prisão e o afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Santos afirmou ser assustador que Lula e Flávio Bolsonaro continuem liderando as pesquisas diante da atuação da Suprema Corte.
No Rio de Janeiro, o escritor Augusto Cury (Avante) liderou uma caminhada na Praia de Copacabana que reuniu 1,4 mil pessoas. Em discurso sobre o STF, Cury afirmou que “ninguém deve ser poupado” na Corte e enviou um abraço ao ministro André Mendonça, embora não tenha citado nominalmente Alexandre de Moraes.
Em Goiânia, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) acompanhou desfile ao lado do governador Daniel Vilela (MDB). Caiado criticou a gestão da segurança pública do governo federal, argumentando que a independência do país é inexistente em áreas dominadas por facções criminosas, citando exemplos no Ceará e em comunidades do Rio de Janeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assistiu ao desfile na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A cerimônia abordou temas como vacinação, proteção de mulheres e a Copa do Mundo Feminina 2027. Durante o evento, manifestantes pediram o fim da escala de trabalho 6×1.


