O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (7), durante manifestação na Avenida Paulista, que indicará cinco ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. O parlamentar justificou a medida alegando que o ministro Alexandre de Moraes sofrerá impeachment.
Durante o discurso, que reuniu milhares de pessoas sob temperatura de 13ºC, o senador disse que nomeará homens e mulheres contrários ao aborto, às drogas e à ideologia de gênero nas escolas. Flávio Bolsonaro também declarou a intenção de trabalhar para reduzir a maioridade penal e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O senador tentou associar a figura de Moraes ao governo do PT, afirmando que quem vota em Lula estaria votando no ministro. Ele defendeu a necessidade de proteger o STF de Alexandre de Moraes, alegando que a instituição é maior do que o magistrado. O ministro foi nomeado ao tribunal pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).
O evento contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (PL), do pastor Silas Malafaia e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Malafaia foi o único a citar as conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mencionadas em relatório da Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro mencionou os oito anos do atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro em 2018 e comparou a prisão do pai a uma “segunda facada”. O senador afirmou que a missão do pai passou para ele, o filho primogênito, e que tentariam uma “terceira facada” contra ele e seus aliados.
A manifestação ocorreu paralelamente ao desfile oficial de 7 de setembro em Brasília. No ato em São Paulo, houve a presença de um boneco inflável de Donald Trump segurando uma representação de Lula com camisa de presidiário. A esposa do senador, Fernanda, falou brevemente ao público, mas a madrasta, Michelle Bolsonaro, não compareceu.


