Três turistas de Roseville, na Califórnia, precisaram de resgate na última segunda-feira (7) após ficarem presos no Monte Shasta. O grupo utilizou a ferramenta de inteligência artificial Gemini, do Google, para planejar a rota e a quantidade de suprimentos, o que resultou em falta de comida e água durante a expedição.
Os jovens acamparam a 2.560 metros de altitude no sábado (5) e iniciaram a subida ao cume, de 4.322 metros, às 3h de domingo (6). De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Siskiyou, a ferramenta de IA orientou o grupo a levar menos provisões do que o necessário para a jornada, que deveria durar oito horas, mas se estendeu por vários dias.
O grupo atingiu o topo da montanha apenas às 19h de domingo, sete horas após o horário recomendado para o retorno. Sem luz natural, os turistas se desviaram da trilha de Clear Creek e entraram no cânion de Mud Creek. Durante o percurso, um dos homens sofreu uma lesão no joelho, o que deixou o trio imobilizado no local durante a noite.
Os turistas improvisaram um acampamento sem abrigo até serem localizados na manhã seguinte. O resgate foi realizado por voluntários da Equipe de Busca e Resgate do Condado de Siskiyou e guardas do Serviço Florestal dos Estados Unidos, que prestaram assistência médica ao homem ferido.
O Gabinete do Xerife classificou a confiança exclusiva na IA para o planejamento como um “erro grave”. A autoridade informou que a rota de Clear Creek exige boa condição física e preparo para imprevistos, como lesões e mau tempo, alertando que a Bacia de Mud Creek é um terreno perigoso onde já ocorreram fatalidades.
A recomendação das autoridades é que viajantes entrem em contato com o posto de guarda-florestal do Serviço Florestal dos EUA em Mount Shasta para obter informações precisas antes de qualquer viagem, evitando a dependência de assistentes virtuais.


