O total de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa uma alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho, com a maior parte dos recursos pertencendo a pessoas físicas.
Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por cerca de 2,19 milhões de empresas. Apesar do volume, a maioria dos beneficiários possui quantias baixas: 69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10, e apenas 2,22% possuem mais de R$ 1 mil para resgatar.
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos, com R$ 2,38 bilhões. Na sequência aparecem administradoras de consórcio, com R$ 1,96 bilhão, e cooperativas, com R$ 762,7 milhões. Também há valores em instituições de pagamento (R$ 353,4 milhões), financeiras (R$ 114,6 milhões), corretoras e distribuidoras (R$ 69,4 milhões) e outras instituições (R$ 4,5 milhões).
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Somando os valores já devolvidos ao estoque atual, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.
Parte dos recursos disponíveis foi utilizada pelo governo federal para viabilizar garantias em programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, via Fundo Garantidor de Operações (FGO). Essa movimentação contribuiu para a redução do estoque nos meses anteriores, embora o montante tenha voltado a subir em julho.
A consulta é gratuita e feita pelo SVR do Banco Central com CPF e data de nascimento, ou CNPJ para empresas. Para solicitar o resgate, é necessária uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. Desde maio de 2025, pessoas físicas podem habilitar a devolução automática via Pix, desde que tenham a verificação em duas etapas ativada.
O BC alerta que o serviço é gratuito e não envia links por SMS, WhatsApp ou e-mail para solicitar dados ou senhas. A instituição recomenda que os cidadãos não façam pagamentos para liberar o dinheiro e utilizem apenas os canais oficiais para a consulta.


