A Justiça concedeu habeas corpus a uma dentista investigada pela morte do jornalista Delson Carlos, nesta terça-feira (8). A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, permitindo que a mulher responda ao processo em liberdade, embora a investigação sobre as circunstâncias do crime continue.
Entre as restrições impostas pelo Judiciário estão o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar durante o período noturno. A dentista também está proibida de manter contato com pessoas relacionadas ao caso e não pode deixar a cidade de Goiânia.
A decisão baseou-se no entendimento de que os motivos que justificavam a manutenção da prisão preventiva não estão mais presentes. O Tribunal determinou a soltura sem que isso signifique a absolvição da investigada ou o encerramento do inquérito.
Delson Carlos foi encontrado morto no dia 24 de agosto. De acordo com as investigações, ele morreu no próprio apartamento após sofrer um golpe de faca.
A polícia informou que a mulher foi encontrada no imóvel após o crime e apresentava sinais de alteração psicológica. O Judiciário poderá reavaliar a situação caso as medidas cautelares sejam descumpridas ou surjam novos elementos que justifiquem a prisão.


