O fundo imobiliário Hedge Brasil Shopping (HGBS11) projeta manter a distribuição de R$ 0,17 por cota até o fim de 2026. Para alcançar o valor, a gestão combina a geração de caixa dos shoppings com lucros obtidos por meio da reciclagem do portfólio, compensando a diferença no resultado operacional.
O resultado operacional do fundo atingiu R$ 0,15 por cota no primeiro semestre, enquanto a distribuição mensal foi de R$ 0,17. Segundo o gestor Alexandre Machado, a diferença é suprida por operações de compra e venda de ativos. A medida visa garantir a uniformidade dos rendimentos em um segmento afetado por sazonalidade.
A fonte principal de receita do HGBS11 é o FFO (Funds From Operations), gerado por ativos maduros. A gestão utiliza a reciclagem de ativos como uma camada adicional de retorno. Historicamente, cerca de 10% do rendimento distribuído veio de lucros com essas operações, excluindo os anos iniciais de formação do portfólio e o período da pandemia.
Machado afirmou que a manutenção do patamar de distribuição depende da conclusão das operações anunciadas conforme o planejado. A estabilidade dos rendimentos é vista como uma premissa do fundo para ajudar a reduzir a volatilidade das cotas no mercado secundário.
O cenário de juros e inflação elevados pressiona os resultados do fundo. Atualmente, o HGBS11 possui cerca de 17,7% do patrimônio líquido em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), além de entre 3% e 4% em compromissos relativos à aquisição de um empreendimento em São Caetano.
A gestão havia trabalhado com a perspectiva de redução dos juros ao longo de 2026, mas a manutenção de taxas altas tornou o ambiente mais desafiador. O gestor informou que uma eventual queda nas taxas representaria uma oportunidade para a reciclagem da dívida ou renegociação de passivos.


