O JPMorgan mantém a Yduqs como sua escolha preferencial no setor de educação brasileiro em comparação à Cogna, nesta quarta-feira (9). O banco recomenda a exposição acima da média do mercado, equivalente à compra, para as duas companhias, fundamentado na geração de fluxo de caixa livre considerada forte e sustentável.
A análise do banco prevê que a receita da Yduqs acelere no segundo semestre, com alta de 3%, superando o crescimento de 1% registrado no mesmo período do ano anterior. A expectativa é que a geração de fluxo de caixa livre suba para R$ 296 milhões na segunda metade do ano, contra R$ 236 milhões no primeiro semestre, totalizando R$ 532 milhões ao final de 2026.
Sobre a Cogna, o JPMorgan mantém a recomendação de compra devido à execução da empresa e ao valor de mercado. O banco considera a operação de educação básica (K12) como um ativo premium, por apresentar maior previsibilidade e crescimento superior ao ensino superior de massa.
A perspectiva para a Cogna no segundo semestre é mais moderada. O banco espera que o crescimento desacelere para cerca de 5%, vindo de 25%, reflexo do calendário de entregas do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e de um ciclo de captação mais fraco no ensino superior.
Houve ajustes nas projeções financeiras. Para a Yduqs, a estimativa de receita para 2026 caiu 1,2%, enquanto o lucro ajustado subiu 10,2%. No caso da Cogna, a projeção de receita para 2026 teve redução de 0,1% e o lucro ajustado foi revisado em 4,7% para cima.
A ordem de preferência do JPMorgan para as empresas de educação no Brasil coloca a Ser na primeira posição, seguida por Yduqs, Cogna, Afya e Ânima. Em uma análise conservadora, os rendimentos de fluxo de caixa livre das companhias situam-se entre 11% e 12%, exceto na Ser, que atinge 15%.


