O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), sugeriu nesta quarta-feira (9), durante visita ao Armazém Solidário, que manifestantes que protestam contra sua gestão possuem antecedentes criminais. Tarcísio não apresentou provas das alegações e afirmou que busca realizar uma campanha propositiva e focada no futuro.
Questionado sobre os atos, o governador descreveu os participantes como “voluntários”. Ele afirmou que a motivação do grupo poderia ser compreendida por meio da análise da ficha criminal de cada manifestante. Tarcísio declarou que está evitando ataques para manter uma campanha leve, o que, segundo ele, está sendo compreendido pelo eleitor.
Protestos contra a gestão estadual foram registrados em diferentes compromissos políticos recentes. No dia 20 de agosto, manifestantes com cartazes criticaram o governador em frente ao Mercadão de São Miguel, na zona leste da capital, e na Vila Formosa, durante agendas de Flávio Bolsonaro (PL). Naquelas ocasiões, o grupo também questionou os preços dos pedágios e a atuação da Polícia Militar.
No dia 7 de setembro, novas críticas ao governador ocorreram em vias próximas à avenida Paulista, durante ato convocado por Flávio Bolsonaro.
Tarcísio de Freitas também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao mencionar uma decisão monocrática que contrariou deliberação anterior da própria Corte. O governador afirmou que a conduta do tribunal transmite uma mensagem de insegurança jurídica à sociedade e que as disputas internas do órgão ganham espaço no noticiário.
Para o governador, a percepção negativa sobre o STF deve impactar as urnas, transformando a eleição em um plebiscito. Tarcísio citou um manifesto de empresas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que cobra providências do tribunal como exemplo da insatisfação da população.


