O partido Novo chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de “terrivelmente soviético” em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (9). A manifestação ocorre após o presidente da Corte, Edson Fachin, suspender decisões conflitantes sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal (PF).
A disputa jurídica começou com uma ação movida pelo Novo, na qual o ministro André Mendonça afastou o diretor-geral da corporação. A medida foi revista por Dino, que recolocou Rodrigues no cargo. No entanto, Fachin suspendeu os efeitos de ambas as decisões na tarde desta quarta-feira.
Na publicação, a sigla que tem Romeu Zema como candidato à presidência relembrou a mobilização feita para que o Senado rejeitasse a indicação de Dino ao STF por Luiz Inácio Lula da Silva. O partido afirmou ter organizado um abaixo-assinado contra a nomeação, que não teve efeito.
O texto do Novo faz referência à frase “terrivelmente evangélico”, usada por Jair Bolsonaro em 2019 ao prometer a indicação de um perfil similar para a Corte, o que resultou na nomeação de André Mendonça dois anos depois. A postagem incluiu foto de Dino com emblemas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sigla à qual ele foi filiado entre 2006 e 2021.
O Novo havia solicitado a prisão preventiva de Andrei Rodrigues citando mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e relatos de colaboração premiada. O diretor-geral da PF negou ter relação ou contato com o banqueiro.
Ao decidir pelo afastamento inicial, Mendonça baseou-se em um relatório apócrifo da PF sobre a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. O documento foi utilizado anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes em pedidos contra Mendonça.


