O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, nesta quarta-feira (9), duas petições no Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a retirada do sigilo de investigações envolvendo o Banco Master. Os pedidos foram encaminhados aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, que conduzem frentes distintas de apuração sobre a instituição financeira.
A iniciativa ocorreu depois que o presidente Luiz Inácio Lula falou publicamente em defesa da quebra completa do sigilo. Em publicação nas redes sociais, o presidente criticou a ocorrência de “vazamentos seletivos” que poderiam influenciar a disputa eleitoral, citando a Operação Spoofing como exemplo de como a divulgação total de dados pode esclarecer fatos.
Na nota oficial, o PT argumentou que a divulgação parcial de documentos permite interpretações fora de contexto. A sigla defende que a publicidade deve ser a regra e o sigilo a exceção, afirmando que a descontextualização de informações afeta o debate político a menos de um mês da eleição, marcada para 4 de outubro.
O ministro André Mendonça coordena investigações sobre operações da Polícia Federal (PF) e o Banco Master. Já Flávio Dino é o responsável por apurar possíveis relações da instituição, de Daniel Vorcaro, com emendas parlamentares.
Paralelamente, Dino determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração imediata de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa aos cargos de delegado e diretor-geral e de inteligência da PF, respectivamente. Ambos haviam sido afastados por decisão de Mendonça.
Dino afirmou que o Partido Novo não tinha legitimidade para solicitar o afastamento dos policiais em investigação criminal. O ministro declarou que o Estado Democrático de Direito não permite que autoridades imponham vontades fora dos limites constitucionais.
Mendonça havia fundamentado os afastamentos em suspeitas sobre a produção de relatórios de inteligência da PF. Segundo o ministro, documentos teriam monitorado o próprio magistrado e o advogado-geral da União, Jorge Messias.


