O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou nesta quinta-feira (10) a falta de efetividade do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) e anunciou que participará da próxima reunião do comitê da entidade, prevista para o final de setembro, após a aprovação do resgate de R$ 5,8 bilhões em recursos parados.
A reação do ministro ocorreu durante a 207ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. O montante de R$ 5,8 bilhões, que estava na tesouraria do FI-FGTS, foi autorizado a retornar ao caixa principal do fundo de garantia por ausência de projetos para investimento.
Marinho afirmou que é incompreensível a falta de projetos disponíveis no mercado e questionou se a causa do impasse é a falta de capacidade técnica na seleção de propostas. O ministro descartou que a taxa de juros seja o principal obstáculo e disse que é necessário entender se falta expertise para resolver o problema.
Dados da equipe técnica do MTE indicam que o FI-FGTS possuía patrimônio líquido de R$ 21,4 bilhões em junho de 2026. Segundo Douglas, coordenador-geral do FGTS no ministério, não há registro de novos aportes em projetos de infraestrutura desde 2016. Desde a criação do fundo, em 2007, foram integralizados R$ 22,9 bilhões e resgatados R$ 29,8 bilhões.
O Conselho Curador já tentou reativar a carteira por meio de chamadas públicas, grupos de trabalho e revisão da taxa de administração paga à Caixa Econômica Federal, mas as medidas não retomaram as contratações. Atualmente, o MTE, a Caixa e o BNDES negociam uma reformulação estrutural do fundo.
Diante de representantes patronais, o ministro pediu que empresários apresentem propostas e não descartou a contratação de apoio técnico externo. Luiz Marinho determinou que o secretário de Trabalho, Carlos Augusto, alinhe alternativas com a Caixa e com o comitê do FI-FGTS antes do próximo encontro da entidade.


