A Polícia Federal cumpre, nesta quinta-feira (10), 49 mandados de busca e apreensão para investigar o desvio de emendas parlamentares destinadas ao filme Dark Horse. O deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama são suspeitos de lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, os investigados teriam desviado recursos federais repassados ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à empresária, entre abril de 2024 e julho deste ano.
Os investigadores apontam que a dupla realizou contratações simuladas e pagamentos sem a devida comprovação de serviços. A PF afirma que foram utilizados fornecedores com vínculos pessoais, políticos ou comerciais com o grupo para conferir aparência de licitude às operações e reinserir os valores no sistema econômico.
Mário Frias é apontado como gestor do Instituto Conhecer Brasil e da Academia Nacional de Cultura. A corporação indica que o parlamentar teria patrocinado interesses privados perante órgãos da Administração Pública Federal responsáveis pela liberação e fiscalização de verbas de emendas.
À Karina Ferreira da Gama é imputada a falsificação de contratos e orçamentos entre suas ONGs e o governo. A PF identificou a inserção de datas incompatíveis em arquivos e a produção extemporânea de documentos para justificar pagamentos realizados com dinheiro público.
A Polícia Federal afirma que o grupo se associou de forma estruturada para obter vantagens indevidas. Os gastos teriam sido incompatíveis com as finalidades aprovadas, gerando prejuízo à execução dos projetos financiados pela União. Frias e a empresária negam irregularidades e não se manifestaram nesta quinta-feira.


