A B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão anunciou que incluirá Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de empresas brasileiras no universo elegível do Ibovespa. A mudança metodológica entra em vigor no primeiro semestre de 2027 e permite que recibos de ações de companhias nacionais listadas no exterior integrem a carteira teórica do índice.
O Ibovespa reúne atualmente 76 ativos de 74 empresas e serve como referência para fundos, ETFs e produtos de mercado. Segundo a XP Investimentos, a medida reflete a expansão do mercado de BDRs e o maior acesso de investidores a instrumentos internacionais, tornando o indicador mais aderente à realidade do mercado de capitais.
Diversas companhias brasileiras optaram por listar ações em mercados estrangeiros, principalmente nos Estados Unidos. Isso resultou na exclusão de empresas relevantes do principal índice da Bolsa brasileira, apesar da alta liquidez de seus BDRs nas negociações domésticas. A B3 informou que a revisão busca assegurar a representatividade do índice perante as necessidades da indústria financeira.
O peso agregado dos recibos de ações será limitado a 10% da carteira do Ibovespa. A restrição visa garantir a conformidade com normas de entidades previdenciárias e fundos de investimento, preservando o uso do índice como benchmark para investidores institucionais. A bolsa ressaltou que os ativos continuarão sujeitos a critérios de liquidez e negociabilidade.
O prazo de implementação em 2027 foi definido para oferecer previsibilidade ao mercado. De acordo com a B3, o período permitirá que gestores de recursos e fundos ajustem regulamentos e políticas de investimento internas. Os detalhes operacionais e o cronograma completo da nova metodologia serão apresentados nas próximas semanas.


