O governo do Rio de Janeiro intensificou as medidas de prevenção para enfrentar os efeitos do El Niño, fenômeno que deve provocar chuvas intensas em setembro e outubro, seguidas por um período de seca extrema entre o fim da primavera e o verão, nesta quinta-feira (10).
Para responder a eventuais crises, o estado criou a Força Especializada da Defesa Civil, composta por cerca de 200 militares. O grupo recebe treinamento para instalar bases operacionais e gabinetes de crise em áreas afetadas, utilizando dados e imagens para orientar as decisões das autoridades.
O monitoramento conta com um superdrone avaliado em R$ 3 milhões. O equipamento é utilizado para acessar locais de difícil alcance e transportar objetos, visando dar suporte a comunidades isoladas durante emergências.
A Secretaria Estadual de Ambiente publicou nota técnica indicando risco alto ou médio em 83% da área analisada em 30 cidades. A preocupação maior concentra-se nos municípios da Região Serrana, como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, devido à probabilidade de alagamentos e deslizamentos.
O risco de incêndios florestais durante a fase seca levou o governo federal a criar um grupo de especialistas. A Sala de Situação para Incêndios Florestais foi retomada com a contratação de mais brigadistas para atuar em áreas prioritárias de combate ao fogo.
Em julho, foi instituído o Comitê de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño. O órgão reúne 18 instituições com o objetivo de integrar as ações de prevenção e agilizar a resposta conjunta entre o governo estadual e as prefeituras.


