O movimento Mulheres Negras Decidem publicou nota nesta quinta-feira (10) defendendo a nomeação de juristas negras para o Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo argumenta que a diversidade na composição da Corte é uma necessidade tática para a sobrevivência institucional diante da crise enfrentada pelo tribunal.
Segundo o movimento, a presença de mulheres negras em instâncias estratégicas do Estado obrigaria a estrutura do Judiciário a caminhar junto com a população. O grupo afirma que a nomeação de magistradas negras transformaria a Justiça no Brasil e desbancaria quem governa de costas para o povo.
A nota descreve o Supremo como um órgão atualmente desfalcado e fragilizado por disputas personalistas e vaidades de homens. Para a organização, esses fatores impedem o reconhecimento de que a diversidade é essencial para a estabilidade da Corte.
O grupo declarou que, se o Poder Executivo tivesse nomeado uma ministra negra, o tribunal teria hoje uma magistrada de altíssimo calibre e peso decisório incontestável. Essa nomeação serviria para blindar a Constituição Federal.
O movimento afirma que uma ministra negra, com o respaldo de mais de um quarto da população, teria musculatura política para não vacilar diante de ameaças autoritárias e ditar os termos da defesa da República.


