O fenômeno El Niño começou a ganhar força no Oceano Pacífico, provocando alterações na circulação da atmosfera que influenciam a distribuição de chuvas e temperaturas no Brasil. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 97% a probabilidade de um episódio muito forte a partir do fim de setembro.
O fenômeno ocorre quando as águas da região equatorial do Pacífico ficam mais quentes que o normal. Essas mudanças climáticas podem modificar o tempo a milhares de quilômetros de distância, embora não sejam a única causa para eventos meteorológicos imediatos, como frentes frias e massas de ar polar.
No Centro-Sul do país, uma massa de ar frio provocou temperaturas negativas e neve em áreas do Sul nos últimos dias. Novas incursões de ar frio são esperadas, mas a influência do El Niño atua em uma escala diferente, relacionada às tendências para os próximos meses.
A NOAA aponta que o fenômeno pode alcançar intensidade histórica entre outubro e dezembro. A agência monitora a evolução do aquecimento das águas do Pacífico para definir a magnitude dos impactos globais.
No território brasileiro, os efeitos variam por região. O El Niño costuma alterar o regime de chuvas no Sul, enquanto as áreas do Norte e Nordeste podem enfrentar períodos de menor precipitação e condições mais quentes.
A intensidade e a duração desses impactos dependem da evolução do fenômeno e da combinação com outros sistemas atmosféricos. Por isso, a presença do El Niño não estabelece um padrão único de tempo para todo o país nos próximos meses.


